Mulheres na ciência: a importância de ser referência.
No mês da mulher, demos ênfase à representatividade feminina na ciência, que ainda é baixa e representa um desafio a ser superado. Relacionando essa realidade com a nossa escola, entrevistamos mulheres e meninas ligadas à ciência em nosso meio.
Tendo como pauta o Dia Internacional da Mulher, o jornal Pombo News trouxe tópicos necessários para o debate sobre a representatividade feminina e sua importância.
Utilizamos não apenas dados científicos, mas também as opiniões femininas de dentro da nossa escola. Olhando para trás, conseguimos compreender que as mulheres vêm conquistando, aos poucos, o espaço e os direitos devidos, garantindo-lhes protagonismo em certas áreas. Entretanto, nem todos os espaços são ocupados por mulheres que conseguem ter voz ativa e ser ouvidas.
Segundo o jornal da Unicamp, em pesquisa publicada em 31 de março de 2025, “[...] há uma sub-representação feminina na produção científica, composta por 58% de publicações provenientes de homens e 42% de mulheres. Os resultados apontaram uma predominância masculina nos campos das ciências físicas (33% de produções com autoria feminina) e sociais (39%), áreas com a maior disparidade de gênero.”
A partir dos dados apresentados por essa pesquisa, podemos perceber que, em muitos espaços científicos, a mulher tem pouca participação, principalmente nas áreas relacionadas às ciências físicas. Esse fenômeno decorre não apenas da falta de representatividade, mas também da falta de oportunidades e incentivo às meninas no meio científico.
Pensando nisso, a equipe de ciência e tecnologia do jornal entrevistou professoras e alunas ligadas a projetos científicos. Perguntamos se o espaço escolar oferece o suporte necessário para atuar na área da ciência e quais são suas opiniões quanto à presença feminina nesse meio. As alunas Ana Vitória Bento Dutra e Giovana Silva Gimenes, que participam de um projeto científico, e a professora da nossa escola, Lilian Cristiane Pisano, responderam a algumas perguntas, contribuindo com a matéria.
“Eu sinto que é um projeto que agrega muitas experiências novas na minha vida. Eu me sinto autossuficiente para tomar certas atitudes; é uma abertura de mente, realmente”, responde Giovana, enfatizando sua experiência com o projeto.
“Eu acredito que é por conta desse longo processo, desses costumes antigos, que têm impacto até os dias atuais, que faz com que as mulheres estejam em minoria e tenham menos acesso. Então, é realmente importante investir, apoiar, incentivar e também mostrar que elas são capazes [...]”, declarou a aluna Ana Vitória, destacando a importância de investir em projetos científicos com participação feminina.
“O incentivo é sempre importante, em qualquer espaço. Um ambiente de estudo que consiga trazer mulheres para essa área é fundamental. Na nossa escola, conseguimos fazer isso também; temos a oportunidade de fazer ciência no nosso espaço, mesmo na educação básica [...]”, declara a professora Lilian, afirmando a importância do incentivo para aproximar as meninas da ciência.
Em suma, a ciência não tem gênero, seja ela biológica, física ou social; todos devem ter a oportunidade de ocupar quaisquer espaços profissionais. As mulheres tendem a provar seu valor e capacidade todos os dias e, mesmo assim, muitas vezes não são reconhecidas. Assim, é necessário que haja um maior incentivo ao público feminino para ocupar um espaço tão importante.

