O peso do futuro: ansiedade e cobranças no Ensino Médio.
E o último ano, o fim de um ciclo, nos traz dúvidas e questionamentos, e não apenas alívio e felicidade por estar acabando. A questão é: como lidar com isso? Devemos apenas seguir em frente sem planos ou planejar cada detalhe? A partir desses questionamentos, é possível afirmar que isso afeta diretamente nosso estado emocional.
O último ano do ensino médio, o famoso “terceirão”, é sinônimo de ansiedade para muitos que ainda não chegaram a ele, mas também é o desespero dos que já estão lá. Muitos pensam que, nesse momento, os alunos vão poder fazer o que quiserem, gravar vídeos, fazer passeios e participar da tão aguardada formatura. Entretanto, na verdade, acima de toda a diversão e do alívio de finalmente ter chegado ao último ano, vêm o medo, a angústia, a ansiedade, a cobrança e o pensamento: “o que vou fazer depois da escola?”.
A terceira série é a última etapa entre os muitos anos de estudo no ensino básico (antes do ensino superior ou do ensino técnico), no qual ingressamos em média com 4 a 6 anos de idade. Passamos a maior parte da nossa vida dentro de uma escola, com uma rotina diária, até que, de repente, chegamos a esse ano, provavelmente o último. Portanto, o que faremos ao terminar essa etapa? Faremos faculdade? Vamos sair de casa? Trabalhar? Esses são alguns dos inúmeros questionamentos feitos pelos adolescentes. As respostas para essas questões dependem exclusivamente do indivíduo.
Alguns alunos estudam muito para passar nos vestibulares e ingressar em uma faculdade. Outros focam em passar de ano e ainda não sabem o que irão fazer. Mas a questão principal é: como eles lidam com tudo isso?
Os estudantes têm de lidar com pressões dos pais, dos professores e até mesmo de si próprios. Muitas vezes, recorrem a meios de estudo ainda mais maçantes. Um exemplo claro disso é o conhecido “cursinho”, um meio de ensino fora do ambiente escolar que aborda conteúdos de vestibulares com o objetivo de preparar os alunos para ingressar em faculdades. Contudo, um adolescente que estuda em uma escola pública de período integral e que acaba ingressando em um cursinho pré-vestibular pode apresentar desgaste físico e psicológico.
Pessoas que não estão acostumadas com rotinas intensas acabam tendo um prejuízo maior com isso, pois se cansam em dobro e podem estar fazendo tudo isso em vão. Portanto, é algo sobre o qual se deve refletir: optar por outros meios de estudo ou fazer um teste para avaliar se é possível lidar com uma rotina intensa.
A partir desse contexto, nossa escola conta com uma nova equipe de profissionais de psicologia para ajudar os alunos em questões do dia a dia, demandas psicológicas e emocionais. A ajuda desses profissionais vem sendo muito importante para a vida dos adolescentes, e o acesso facilitado a esse apoio é fundamental para a saúde dos jovens.
O primeiro projeto é do Governo do Estado de São Paulo e chama-se CONVIVA. A profissional responsável se chama Beatriz e realiza seus atendimentos a cada 15 dias às quintas-feiras e todas as sextas-feiras. O segundo projeto é uma parceria da escola com três profissionais, que atendem às terças e quartas-feiras, das 8h30 às 11h e das 12h às 14h. Caso um estudante queira marcar atendimento com uma das psicólogas, a coordenação e a direção indicarão os horários e dias disponíveis. Em seguida, será solicitada a autorização dos pais ou responsáveis por meio de um bilhete. As informações compartilhadas com a psicóloga durante a consulta são mantidas em sigilo.
